Destaques do Acervo de Imprensa

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  • Diário de Porto de Alegre (1827-1828): primeiro jornal a circular na Província de São Pedro (RS) graças a dois franceses, desertores da Guerra da Cisplatina (1825-1828): Dubleuil e Estivalet. Sua tipografia foi comprada no Rio de Janeiro, e esperou cinco anos para ser ativada, pois não havia ninguém na província que conhecesse o mecanismo tipográfico. O nome do periódico foi uma homenagem à Capital da Província de São Pedro (RS);
  • Mestre Barbeiro (1835): jornal legalista, cujo redator, José Monteiro (O Prosódia), foi o primeiro óbito da Revolução Farroupilha (1835 -1845). Considerado o menor periódico publicado no século XIX: 16 cm x 11 cm;
  • O Povo (1838-1840): órgão Oficial da República Rio-Grandense. Sua tipografia foi adquirida no Uruguai com a venda de 17 escravos que pertenciam a seu fundador, Domingos José de Almeida (1797-1871). O periódico teve a participação de Luigi Rosseti (1800-1840) e Giovanni Batista Cuneo (1809-1875);
  • O Noticiador (1832-1836): primeiro jornal fundado no interior da Província de São Pedro, em Rio Grande. Abolicionista e divulgador dos ideais liberais que nortearam a Revolução Farroupilha. Seu redator, Francisco Xavier Ferreira (1776-1838), era conhecido por “Chico da Botica” porque era farmacêutico;
  • O Imperialista (1839-1840): órgão de oposição ao ideário Farroupilha que defendia os interesses do Império. O lema do jornal era “Legalidade e União”;
  • O Echo Porto-Alegrense (1834-1835): primeiro periódico na Capital da Província a circular três vezes na semana. Apoiou os ideais farroupilhas;
  • O Guayba (1856-1858): primeiro jornal literário do Rio Grande do Sul;
  • A Estrella do Sul (1862- 1869): primeiro jornal sob a responsabilidade da Igreja Católica a circular no Estado, fundado pelo bispo Dom Sebastião Dias Laranjeiras (1822-1888);
  • Jornal do Comércio (1864-1911): este periódico está entre os mais importantes jornais impressos no Rio Grande do Sul. Considerado, também, o de maior formato que circulou no Estado: 49,5 cm x 70 cm. Nomes como o de Caldas Júnior (1868-1913) e Aquiles Porto Alegre (1848-1926);
  • A Sentinela do Sul (1867-1869): primeiro jornal ilustrado que circulou no Estado. Através de suas charges retratou políticos da época e a Guerra do Paraguai (1865-1870);
  • Revista do Partenon Literário (1869): criada pela principal agremiação literária do século XIX, fundada por Apolinário Porto Alegre (1844-1904) e Caldre Fião (1824- 1876) através da Sociedade Partenon Literário, que apoiava o movimento abolicionista e a liberdade de imprensa. Destaque para Luciana de Abreu (1847-1880) como a primeira mulher a defender em tribuna os direitos da mulher;
  • O Século (1880-1893): jornal monarquista que chamou atenção pela riqueza de suas charges e campanha contra o movimento Republicano. Seu diretor, Miguel de Werna (1850-1896), era um ferrenho defensor da monarquia;
  • A Reforma (1869-1912): importante órgão partidário de oposição aos Republicanos, fundado pelo líder maragato Gaspar Silveira Martins (1834-1901). Em 1892, Silveira Martins, em seu retorno do exílio na Europa, funda, em Bagé, o Partido Federalista (antigo Liberal), cujo símbolo era o lenço vermelho;
  • A Federação (1884-1937): órgão do Partido Republicano Rio-Grandense (PRR) que realizou intensa campanha política contra o regime monárquico. Fundado por Júlio de Castilhos (1860-1903) e outros líderes republicanos, o jornal ganhou uma nova sede,em 1922, durante as comemorações do Centenário da Independência do Brasil. Desde 1974, esse mesmo prédio abriga o Museu da Comunicação Hipólito José da Costa;
  • Correio do Povo (1895): o mais antigo jornal na capital gaúcha, ainda em circulação. Criado por Caldas Júnior (1868-1913) com o propósito de informar, abandonando o caráter opinativo da imprensa de cunho partidário. O Correio do Povo marca o início do jornalismo com características empresariais. E a preocupação do jornal com a difusão cultural é comprovada pelo sucesso que representou o “Caderno de Sábado” e o suplemento “Letras e Livros”;
  • A gazetinha (1891- 1900): jornal de oposição ao Partido Republicano Rio-grandense (PRR). O periódico tinha características socialistas e defendia o interesse do “Povo”. Seu responsável, Otaviano de Oliveira, foi espancado devido às criticas em relação ao Presidente do Estado Júlio Prates de Castilhos (1960-1903);
  • A Democracia: importante jornal socialista fundado, em 1905, por Francisco Xavier da Costa (1871-1934), o primeiro negro vereador em Porto Alegre. O veículo difundiu as idéias socialistas entre os operários do município;
  • Gazeta de Alegrete (1882): o mais antigo jornal do interior, ainda em circulação. Iniciou fazendo campanha abolicionista durante o Império;
  • Folha da Tarde (1936-1984): um dos maiores sucessos jornalísticos do Estado. Seu primeiro diretor foi o escritor Viana Moog. O jornal reuniu nomes importantes do nosso jornalismo como Walter Galvani e Carlos Reverbel. Criado por Breno Caldas, o jornal, em formato tablóide, circulou até 1984. O impresso encerrou sua circulação devido à crise econômica que se abateu na Companhia Caldas Júnior;
  • Revista do Globo (1929-1967): um dos maiores sucessos editorias do Estado, a publicação se equiparou, na época, com a importante Revista O Cruzeiro. Sua criação teve o apoio do Presidente do Estado Getúlio Vargas (1883-1954), além de Mansueto Bernardi (1888-1966) e do Grupo Bertaso, da Editora Globo. Érico Veríssimo foi diretor da revista durante cinco anos.