Exposição aborda a afrodescendencialidade

O Museu da Comunicação inaugura a mostra histórico documental AFRODESCENDENCIALIDADE: cronologia da luta pelo fim da discriminação racial no país. Na abertura (14/06), estiveram presentes Clóvis André, Coordenador do Gabinete de Políticas Públicas para o Povo Negro do Município de Porto Alegre, representantes da imprensa negra, representantes da ARI - Associação Riograndense de Imprensa, artistas plásticos, entre outros. A visitação está aberta até o dia 16 de julho, de terça a sábado, com entrada franca.

A proposta da exposição é lançar um olhar sobre o papel do negro na sociedade através de uma linha de tempo, com fatos e personagens que vão desde o Brasil Colônia até atualidade. Assim, oportunizar ao público uma reflexão sobre a afrodescendencialidade através do resgate da trajetória política, social, intelectual, cultural e religiosa do negro no país. O público poderá conferir também as esculturas de orixás de autoria do artista plástico Ciro Lopes. Patrícia Brito responde pela curadoria e expografia da mostra.

O Acervo de Imprensa do museu participa da exposição com a seleção de registros históricos sobre o tema: a Revista Tição (1979), o jornal O Exemplo (1902) - periódico escrito por negros, o jornal ilustrado O Século (1883), além do Diário Oficial do Império do Brasil (1871), com a Lei do Ventre Livre. O coordenador do setor, Carlos Roberto da Costa Leite, ressalta que dia 13 de maio - escolhido pela historiografia oficial como símbolo da liberdade – “representa apenas o término de um sistema escravocrata que não se adequava com os novos tempos”. E esclarece que o Brasil foi o último país da América a realizar a abolição (1888), contudo, sem uma preocupação com a inclusão social dessa população. “Foram 300 anos de escravidão, onde o binômio, representado pelo latifúndio e a mão de obra escrava, sustentou a economia brasileira”.

Fotografias em destaque: Denise Stumvoll