Hipólito revisitado

Na Semana Hipólito José da Costa (1º a 7 de junho) e em alusão ao Dia da Imprensa (1º de junho), a Associação Riograndense de Imprensa (ARI) realizou no sábado (4 de junho) um debate sobre os ideais do Patrono da Imprensa brasileira no Salão Nobre da entidade, localizada no Edifício Alberto André, na Av. Borges de Medeiros.

Na abertura, a fala do presidente da ARI, Ercy Pereira Torma, foi seguida da prévia do documentário do Projeto Hipólito da Costa – Patrono da Imprensa Brasileira, da jornalista Erika Coester Kramer. No painel Os ideais de Hipólito José da Costa estão vivos, a explanação de Carlos Roberto da Costa Leite, pesquisador e funcionário do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, abordou aspectos do surgimento do primeiro jornal do Brasil - o Correio Braziliense. Celso Schroder, presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), fez um relato das dificuldades enfrentadas pelos jornalistas na execução de suas tarefas, bem como sobre os esforços desenvolvidos para recuperar a importância do diploma do curso de Jornalismo para o exercício da profissão.

O evento colocou em evidência  passado e presente em relação aos propósitos disseminados por Hipólito José da Costa na luta pela liberdade de pensamento. A presença de novos e velhos profissionais da mídia gaúcha resultou numa grande interação entre o público e palestrantes. Conforme Carlos Roberto, “o encontro foi importante, na medida em que nos faz refletir que a luta do Patrono da Imprensa brasileira continua inconclusa”, e complementa: “a cidadania plena, o exercício da liberdade e a inclusão social não são vivenciados por uma grande parcela de brasileiros.”

O presidente da ARI, Ercy Pereira Torma, por sua vez, assinalou a importância da preservação da antiga sede do jornal A Federação, que hoje abriga o Museu Hipólito José da Costa. “É um espaço valioso para a guarda do patrimônio da imprensa, onde se destacam figuras maiúsculas da educação, cultura e comunicação social”, completou.

Foto: Magdalena Szabo